Tricotilomania

É classificada pelo, DSM-IV, como sendo um “Transtorno do Controle dos Impulsos” (dificuldade de controlar os impulsos).

A característica essencial da Tricotilomania consiste em arrancar os próprios cabelos de maneira recorrente. Os locais de onde os cabelos são arrancados podem compreender qualquer região do corpo, sendo os pontos mais comuns o couro cabeludo, sobrancelhas e cílios.

 Critérios observados:

A. Comportamento recorrente de arrancar os cabelos, resultando em perda capilar perceptível;

B. Sensação de tensão crescente, imediatamente antes de arrancar os cabelos ou quando o indivíduo tenta resistir ao comportamento;

C. Prazer, satisfação ou alívio ao arrancar os cabelos;

D. O distúrbio não é mais bem explicado por outro transtorno mental nem se deve a uma condição médica geral (por exemplo, uma condição dermatológica);

E. O distúrbio causa sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo.

Tricofagia:   Quando a pessoa ingeri o cabelo arrancado, pode causar complicações gastrointestinal.

Tratamento

O tratamento é feito em conjunto de profissionais com diferentes especialidades, Psicoterapeuta Comportamental, Psiquiatra, Gastroenterologia e Dermatologia.

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TDAH

Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade

O TDAH afeta o comportamento e o processo de aprendizado é um diagnóstico clínico que requer avaliação de comportamentos em ambientes diferentes (p.ex., casa, escola, familiar, social). O diagnóstico pode persistir na idade adulta, se estender durante as fases de desenvolvimento, e apresentar diferentes desafios durante cada fase.

As principais deficiências do TDAH incluem:

  • Diminuição da capacidade de comportamento orientado, em uma variedade de ambientes.
  • Falta de inibição de respostas impulsivas a desejos e necessidades internas, e ou estímulos externos.

Tratamento

  • Identificar os sintomas
  • Proporcionar acompanhamento periódico com paciente, pais e professores.

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TDA

O TDA é uma desordem psiquiátrica comum na infância e que frequentemente persiste na vida adulta.

As alterações presentes são definidas essencialmente em termos comportamentais e se associam a comprometimentos de ordem social, acadêmica e de autoestima, que geram inúmeros prejuízos pessoais, familiares e sociais.

Apesar da frequência que é observado na infância, o TDA é uma desordem crônica de difícil diagnóstico e tratamento.  Uma avaliação apropriada deve ser ampla e incluir necessariamente entrevistas diagnósticas com a criança, seus pais e professores, além de observações diretas.

Segundo o DSM-IV (1994), o TDA pode manifestar-se sob três formas distintas: na primeira, observa se o predomínio da desatenção; na segunda, o predomínio da hiperatividade/impulsividade; e na terceira, a combinação dos sintomas de desatenção e hiperatividade/impulsividade. Para que sejam consideradas, os sintomas devem aparecer antes da idade de 7 anos e persistirem por mais de seis meses; além disso, é preciso que haja clareza quanto à existência de prejuízos tanto no funcionamento social quanto no acadêmico e esses prejuízos não podem ser explicados de forma mais adequada por outra síndrome já definida (p.205).

Atenção e aprendizagem:

 A atenção faz parte de nossa atividade diária e possibilita que dentre  os estímulos endógenos e exógenos aos quais os organismos se expõe, sejam relacionados aqueles que realmente sejam importantes para a realização das tarefas na quais o individuo se envolve (p.206)

A atenção é um dos requisitos ou competências básicas da aprendizagem mais importantes, pois é necessária para que um estimulo seja percebido, elaborado e transforme-se em resposta, que deve em seguida ser aliviada.

A falta de atenção e a aprendizagem: A falta de atenção identificada ou não como TDA, é uma das grandes causas das dificuldades de aprendizagem, frequentemente acompanhada por problemas de comportamento, de processamento cognitivo, ansiedade e desordens do humor, com preponderância  dos comportamentos antissociais (p.208).

Outro aspecto que acentua a dificuldade de crianças com TDA é o fato de não corresponderem a contento a um ambiente escolar que por si só é muito exigente.

Crianças com TDA apresentam em seu histórico escolar, com frequência, registros de suspensão, de expulsão, de reprovação e abandono.

A falta de atenção e autoestima:

 A partir dos 7 anos de idade, a criança inicia um processo de valorização do atributos, ela vai desenvolver a sua auto estima, referindo à imagem que tem de si mesma com senso de valor.

A autoestima é determinante da conduta humana e influi para que a pessoa desenvolva todas as suas capacidades, sendo necessário para que ela se sinta segura, querida e protegida e aceita pelo meio em que vive e nos grupos sociais que partilha, já que é um juízo global de autovalia que define o quanto se gosta da pessoa que se percebe ser.

A falta de atenção e as dificuldades de relacionamento:

As relações mantidas com nossos semelhantes são o ponto principal de nossa existência porque dependemos um dos outros para que a sobrevivência individual e do grupo seja garantida (MYERS,2000).

Além de sua importância para a aprendizagem em si, a relação aluno/aluno também possui valor educativo que contribui para a socialização da criança.

As atividades desenvolvidas pelos membros de um grupo geralmente, são prazerosas e produtivas; as diferenças e semelhanças entre os comportamentos são observadas e apreendidas, permitindo que o controle de emoções surja de forma natural e permita que a qualidade dos relacionamentos seja uma meta do grupo.

Crianças com TDA apresentam dificuldades na manutenção de relações positivas com pares ou iguais, costumam ser muito impopulares, são rejeitadas, são alvos de provocações, brigas e agressões.

Essas experiências vivenciadas pela criança são levadas para suas vidas, para os mais diversos contextos em que estiver inserida e será de grande prejuízo para sua vida.

Fonte: ASPECTOS ACADÊMICOS E SOCIAIS DO TRANSTORNO DO DÉFICIT DE ATENÇÃO,

Discalculia

 A dificuldade específica com a matemática não se relaciona com a ausência das habilidades básicas de contagem e, sim, com a capacidade da criança em relacionar essas habilidades com o mundo.

Na discalculia, a dificuldade da criança se encontra nos processos de cálculos iniciais envolvendo estratégias de contagem para a resolução de problemas aritméticos de adição e subtração (GOLDMAN; PELLEGRINO; MERTZ, 1998; e GEARY,1980).

 Segundo o DSM-IV (1995) o transtorno de matemática é uma alteração na capacidade para a realização de operações matemáticas abaixo do esperado para a idade cronológica, nível cognitivo e escolaridade, sem presença de alterações neurológicas ou deficiências sensoriais ou motoras.

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Disgrafia

O transtorno da expressão da escrita raramente é diagnosticado antes do fim da primeira série escolar e sua prevalência é de difícil estabelecimento pelo fato de estar associado a outros transtornos de aprendizagem.

            ROURKE (1995) considerou que a disgrafia pode se manifestar em 3 subtipos.

  1. Disgrafia baseada na linguagem: consiste na dificuldade para construir corretamente a palavra escrita.
  2. Disgrafia de execução motora: referente à capacidade de precisão motora para a escrita, portanto esta disgrafia está relacionada a um problema puramente motor.
  3. Disgrafia visuoespacial: é uma dificuldade para distribuir a escrita no espaço gráfico e a correta separação de palavras

Estudos realizados por outros autores referiram que o quadro de disgrafia funcional é caracterizado por:

  • Dificuldade para escrever
  • Mistura de letras maiúsculas e minúsculas na palavra ou uso de letra de forma cursiva.
  • Traçado de letra ininteligível
  • Traçado de letra incompleto
  • Dificuldade para realizar cópia e falta respeito à margem do caderno.

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Dislexia

O ato de ler envolve inúmeras associações entre símbolos auditivos, símbolos visuais e significativos.

O processo de aquisição da leitura é individual, variável, dependendo da idade, maturação, de experiências culturais, de motivação e integridade do Sistema Nervoso Central (SNC) e Periférico (SNP) e de todo o desenvolvimento global (ZORZI,1996).

As causas para as dificuldades de leitura, e consequentemente de escrita, são diversas e podem ser caracterizadas por déficits visuais e/ou auditivos, dificuldades na fala e linguagem, fatores emocionais, familiares e sociais, atitudes pouco estimulantes de professores, inadequação de programas escolares entre outros. No entanto, as crianças com distúrbios de leitura-escrita geralmente não apresentam nenhuma dessas causas, uma vez que inúmeros pesquisadores concordam que esse distúrbio está relacionado a um nível normal de inteligência, ausência de déficit sensorial e outros comportamentos físicos e/ou emocionais significativos (p.56).

 As principais etiologias da dislexia são:

a)  Fator  relacionado a herança, crianças filhos de pais com problemas de leitura seriam mais propensos.

b) Fator relacionado à lateralização cerebral, teoria, GBO, referindo-se ao fato de um atraso no desenvolvimento hemisférico esquerdo, durante o período embrionário.

c)  Fator relacionado ao comportamento social diferente entre meninos e meninas, propondo que meninas têm comportamentos mais socialmente aceitos que meninos, principalmente na escola.

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Terapia de casal

O objetivo da terapia é ajudar os parceiros a identificar as insatisfações que vem ocorrendo dentro da relação e a determinar quais mudanças serão necessárias para manterem uma satisfação conjugal.

As razões que levam os casais a procurar terapia é o tédio, depressão, dificuldades financeiras, brigas, violência, ciúmes, falta de comunicação, afeto, sexualidade, infidelidade, conflitos com a família, discordâncias sobre a educação dos filhos entre outros.

Todos os casais vivem momentos de crises, mas muitos deles não sabem como lhe dar com a situação e acabam ignorando, fazendo avaliações negativas ou atacando o parceiro. Os problemas vão se acumulando, chega um momento do relacionamento que um não tolera mais a convivência com o outro. Mas toda relação por mais que exista as fragilidades emocionais podem haver melhoras se o casal estiverem dispostos a enfrentar juntos as mudanças. 

O relacionamento começa a mudar quando o casal começa a se conectar novamente, quando percebe o outro, olha o outro,  se coloca no lugar do outro. Quando essa mudança acontece a relação fica mais envolvente e podem voltar a se reinventar. 

“A terapia de casal pode ajudar os dois resgatarem a sintonia e voltar a olhar juntos para a mesma direção”.

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Plantão Psicológico

O Plantão Psicológico é um atendimento breve indicado a pessoas que buscam um atendimento de apoio emergencial sem agendamento prévio. 

O desafio do plantonista é o de acolher, ouvir e acompanhar o paciente no momento que está em crise.

O plantão psicológico pode ser realizado em instituições, clinicas, hospitais, escolas, e é destinado às pessoas que buscam um atendimento de apoio de emergência, em situações de crise.

O paciente vem buscar alivio para o seu sofrimento e o Psicólogo precisa  ser receptivo  estar aberto para acolher o novo, o diferente é preciso ouvir o paciente e  verificar qual a necessidade do paciente no momento e fazer o encaminhamento preciso.
O paciente pode retornar aos plantões quantas vezes precisar, por isso é preciso sempre  deixar em aberto os plantões. 

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Tipos de drogas, suas consequências e tratamento

Álcool

A ingestão de álcool provoca diversos efeitos, que aparecem em duas fases distintas: uma estimulante e outra depressora. Nos primeiros momentos após a ingestão de álcool, podem aparecer os efeitos estimulantes, como euforia, desinibição e loquacidade (maior facilidade para falar). Com o passar do tempo, começam a surgir os efeitos depressores, como falta de coordenação motora, descontrole e sono. Quando o consumo é muito exagerado, o efeito depressor fica exacerbado, podendo até mesmo provocar o estado de coma.

Os indivíduos dependentes do álcool podem desenvolver várias doenças. As mais freqüentes são as relacionadas ao fígado (esteatose hepática, hepatite alcoólica e cirrose). Também são freqüentes problemas do aparelho digestivo (gastrite, síndrome de má absorção e pancreatite) e do sistema cardiovascular (hipertensão e problemas cardíacos). Há, ainda, casos de polineurite alcoólica, caracterizada por dor, formigamento e cãibras nos membros inferiores (OBID, 2007).

Maconha

Segundo Rocha (1993) os efeitos da maconha dependem da quantidade e a qualidade utilizadas; e também da personalidade do usuário; e da influencia do meio onde se fuma e se esperam certas sensações.

Os efeitos esperados são: leve estado de euforia, relaxamento, melhora da percepção para música, paladar e sexo, prolonga a percepção de tempo, risos imotivados, devaneios e fica mais falante.

No resto do corpo os efeitos são: vermelhidão nos olhos (hiperemia conjuntival), diminuição da produção de saliva (boca seca) e taquicardia (freqüência superior ou igual a 140 batimentos por minuto). O THC tem um efeito orexígeno no apetite, ou seja, aumento de apetite. Não há registro de morte por intoxicação por consumo de maconha, visto que sua dose letal é 1.000 vezes maior que a usual.

A maconha tem como efeito mais comum o bem-estar, porém, ocasionalmente traz um desconforto acompanhado de uma ansiedade intensa e idéias de perseguição. Mais raramente pode haver alucinações. Há também, os ocasionais flashbacks que consistem em sintomas da intoxicação após a interrupção do uso. Pode haver também, no caso de pessoas com transtornos psicóticos pré-existentes uma exacerbação do quadro, como a esquizofrenia, exigindo mudanças no tratamento da doença psiquiátrica.

Esse psicotrópico, quando usado regularmente, traz problemas cognitivos como o prejuízo na memória e na habilidade de resolver problemas, comprometendo seu rendimento intelectual. Pode gerar a síndrome a motivacional, caracterizada por problemas de atenção e motivação. A tolerância é observada apenas em casos de consumo elevado da substância. Quanto à dependência, 10% dos usuários crônicos apresentam a fissura (desejo intenso pela droga) e centralidade na droga.

Já a abstinência, também observada em usuários crônicos e em altas doses, é caracterizada por: ansiedade, insônia, perda de apetite, tremor das mãos, sudorese, reflexos aumentados, bocejos e humor deprimido (OBID, 2007).

 Cocaína 

O mecanismo de ação da cocaína no Sistema Nervoso Central é aumentar a liberação e prolongar o tempo de atuação dos neurotransmissores: dopamina, noradrenalina e serotonina, os quais são atuantes no cérebro.

A dopamina é o neurotransmissor que se relaciona à dependência, visto que é este responsável pela sensação de prazer associada ao consumo da droga, bem como a outros comportamentos naturalmente gratificantes como comer, fazer sexo e saciar a sede. Além disso, estão relacionadas ao comportamento motor fino (atividades que demandam maior precisão e coordenação motora, como escrever) cognição/percepção e controle hormonal.

A noradrenalina e a serotonina se relacionam a algumas funções comuns: controle de humor, motivação e cognição/percepção. A noradrenalina se relaciona a mais duas funções, o comportamento motor fino e a manutenção da pressão arterial.

A cocaína é uma droga de efeito rápido e duração breve. Na forma de crack ou merla, essa droga é fumada, utilizando a via pulmonar. Pelo pulmão ser um órgão intensivamente vascularizado e com grande superfície para absorção, a droga chega rapidamente ao cérebro. Em dez a 15 segundos os primeiros efeitos já são percebidos e duram em torno de cinco minutos, enquanto se consumida sob a forma de pó, o efeito após cheirar surgem após dez a 15 minutos, e após injeção, em três a cinco minutos.

Os principais efeitos desencadeados pela cocaína são: sensação intensa de euforia e poder, estado de excitação, hiperatividade, insônia, falta de apetite,  perda da sensação de cansaço, dilatação de pupilas e aumento da temperatura corporal.

No caso do consumo pela via nasal, observa-se ressecamento das narinas geradas pela contração das artérias que irrigam a cavidade nasal. Quando o uso é crônico, há um prejuízo na irrigação sanguínea nasal, a qual pode culminar em necrose dessa área, que por sua vez pode resultar no desenvolvimento de ulcerações ou perfurações do septo nasal, parede cartilaginosa que separa as narinas. Esse psicotrópico também produz efeitos cardiovasculares, que são os principais responsáveis por sua letalidade. A pressão arterial pode aumentar e o coração bater mais rápido, chegando a produzir parada cardíaca. Esses efeitos são: taquicardia, hipertensão e palpitações. A morte pelo consumo excessivo da droga também pode ocorrer devido à diminuição de atividade de centros cerebrais que controlam a respiração (OBID, 2007).

 Crack

O crack pode causar problemas cardíacos, problemas respiratórios, derrames ou infartos. Ele também pode afetar o trato digestivo, causando náusea, dor abdominal e falta de apetite.

Ao percorrer a corrente sanguínea, o crack primeiro deixa o usuário se sentindo energizado mais alerta e mais sensível aos estímulos da visão, da audição e do tato. O ritmo cardíaco aumenta, as pupilas se dilatam e a pressão sanguínea e a temperatura sobem. O usuário pode então a começar a ficar inquieto ansioso ou irritado. Em grandes quantidades, o crack pode deixar a pessoa extremamente, agressiva, paranóica ou fora da realidade (Gomes, 2010).

TRATAMENTO

Não  há  um tratamento único, que seja apropriado para todos, é muito  importante que haja uma combinação adequada entre tipo  de ambiente, intervenções e serviços para cada  problema e necessidade da pessoa, contribuindo para o sucesso do  tratamento e para o retorno a uma vida produtiva na família,  trabalho e sociedade.

O  plano de  tratamento deve ser continuamente avaliado e, se for o caso, modificado para assegurar que se mantenha atualizado com as mudanças  nas necessidades da pessoa.

Um  paciente pode  necessitar de combinações de serviços que variam  durante o tratamento e recuperação.

Além do  aconselhamento ou psicoterapia, o paciente pode necessitar também  de medicamentos, outros serviços médicos, terapia  familiar orientação educacional (para os filhos), orientação vocacional e outros serviços sociais  e/ou legais. É fundamental que o tratamento esteja apropriado  a idade, sexo, grupo étnico e cultural do paciente ( Nida, 2007).

O psicólogo foca as questões relacionadas ao comportamento, às emoções, a motivação, ao relacionamento sociais (trabalho, casamento, família, amigos) e em cada um desses aspectos relacionam-se com o uso das substancias.

A terapia cognitivo-comportamental parte do pressuposto de que as emoções e  os comportamentos de uma pessoa são decorrentes de suas crenças a respeito de si mesma, do mundo e do futuro. As técnicas da terapia cognitivo-comportamental visam proporcionar ao paciente a possibilidade de reflexão sobre essas crenças e concluir pela interversão de cada uma delas ou, se for caso, encontrar formas mais funcionais de se adaptar aquelas situações que não podem ser mudadas. A mudança do comportamento requer que o individuo acredite não só que possa mudar, mas que também vale a pena mudar (Meyer, 2006).

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Idosos

Deixamos de ser um país de jovens

De acordo com o Estatuto do Idoso (2003) o aumento da longevidade e a redução das taxas de mortalidade, nas últimas décadas do século passado, mudaram o perfil demográfico do Brasil.

Rapidamente, deixamos de ser um “país de jovens” e o envelhecimento tornou-se questão fundamental para as políticas públicas. Os brasileiros com mais de 60 anos representam 8,6% da população. Esta proporção chegará a 14% em 2025 (32 milhões de idosos).

“Desejo que você sendo jovem, não amadureça depressa demais e sendo maduro não insista em rejuvenescer e que sendo velho, não se dedique ao desespero. Porque cada idade tem o seu prazer e sua dor e é preciso que eles escorram entre nós.”(Victor Hugo 1802-1885).

Há riscos e ganhos com a maturidade. A maturidade depende de significados da finitude; resinificar a finitude dá sentido a existência humana.  A negação dessa realidade reflete-se nas maneiras como os indivíduos e sociedade escondem evitam e rejeitam a velhice.

Viver e envelhecer hoje têm sido uma experiência difícil para muitas pessoas. Pessoas e relações são vivenciadas com menosprezo e desvalia sem amor a vida.

Os fatores biológicos, psicológicos e sociológicos do processo de envelhecimento são relevantes para o entendimento do envelhecer de modo satisfatório. “Envelhecer, esse é ainda o único meio que se encontrou para viver por mais tempo”( Neri, p.151).

O envelhecimento não ocorre igualmente em todos os seres humanos, alguns apresentam maiores dificuldades nesse processo. Com o avançar da idade todos necessitam de atenção e cuidados específicos; envelhecer não é adoecer. Todos precisam aprender a envelhecer com qualidade de vida. Esta fase requer; cuidados com a alimentação, o lazer como atividade psicomotora.

O idoso precisa ter sua independência, acesso a alimentação, água, moradia, vestuário, saúde, ter o apoio familiar e comunitário. Ter a oportunidade de trabalhar ou ter acesso a outras formas de geração de renda e ainda determinar em que momento deverá afastar-se do mercado de trabalho.

É direito do idoso viver em ambientes seguro, adaptáveis a sua preferência e ou necessidades; ainda viver em sua casa pelo tempo que for possível.

Permanecer integrado á sociedade, participar da política que afeta diretamente seu bem estar.

Ter acesso á programas educativos e de formação adequada; podendo transmitir aos mais jovens conhecimento e habilidades, sendo aproveitadas as oportunidades para prestar serviços á comunidade de acordo com seus interesses e habilidades, podendo formar movimentos e associações de idosos.

Todo idoso tem o direito de  beneficiar-se  da assistência e proteção da família e da comunidade de acordo com os valores sociais e culturais de cada sociedade, tendo acesso a serviços sociais e jurídicos que lhe assegurem melhores níveis de autonomia, proteção e assistência.

Ter acesso a serviços de atenção á saúde para manter ou recuperar o bem estar físico mental e emocional, assim como prevenir ou retardar os segmentos de doença. Tendo acesso a meios apropriados de atenção institucional que lhe proporcione proteção, estimulação mental e desenvolvimento social, em um ambiente humano e seguro.

Desfrutar de direitos humanos e liberdades fundamentais, quando residente em instituições que lhe proporcionem os cuidados necessários, respeitando sua dignidade, crença, necessidade e a intimidade. Desfrutar, ainda, do direito de tomar decisões quanto a assistência prestada pela instituição e a qualidade de sua vida.

Poder viver com dignidade e segurança, sem ser objeto de exploração e violências físicas, psicológicas, financeiras, sexuais, abusos, negligencia e outros. Ser tratado com justiça, independentemente de idade, sexo, etnia, deficiências, condições econômicas ou outros fatores.

De acordo com o Estatuto do Idoso, (2003), o capítulo IV do estatuto do idoso trata das infrações administrativas, isto é quando um idoso é morador de uma instituição, este estabelecimento deve suprir suas necessidades básicas, saúde, alimentação, higiene, lazer. No caso de interdição do local, há multas, e o responsável responde por crime conforme o dano sofrido pelo idoso. A instituição deve cumprir as determinações para manter o abrigo com dignidade de vida e permanência destas pessoas.

No capítulo IV, artigo 15,  §   de I a V o discurso que assegura a atenção integral ao idoso vinculada ao SUS.  Prevê o artigo; prevenção, proteção e recuperação da saúde, bem como atenção ás doenças provenientes do envelhecer.

Assegura o atendimento com pessoal especializado em geriatria; também promovendo a reabilitação ou redução de seqüelas provenientes do estado de saúde, sendo que este atendimento pode ser domiciliar, e deve acessar também idosos com necessidades especiais como o de locomoção bem como na zona rural ou urbana.

As entidades terão princípios básicos, como a preservação dos vínculos familiares e prestará serviços de caráter pessoal e em pequenos grupos. Garantira ao idoso respeito e dignidade. Deve propiciar ao idoso  atividades sociais no local por elas habitado, pois estes coexistem no mesmo ambiente. Estas atividades podem ser externas ou internas, artigo, 49, §I ao VI.

Segundo o Artigo 20º – o idoso tem direito a educação, cultura, esporte, lazer, diversões, espetáculos, produtos e serviços que respeitam sua peculiar condição de idade.

É necessário que a sociedade, profissionais de saúde  esteja ciente da importância do Estatuto do Idoso, e que façam valer este para que os idosos possam ter uma vida mais saudável e feliz.

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