TDA

O TDA é uma desordem psiquiátrica comum na infância e que frequentemente persiste na vida adulta.

As alterações presentes são definidas essencialmente em termos comportamentais e se associam a comprometimentos de ordem social, acadêmica e de autoestima, que geram inúmeros prejuízos pessoais, familiares e sociais.

Apesar da frequência que é observado na infância, o TDA é uma desordem crônica de difícil diagnóstico e tratamento.  Uma avaliação apropriada deve ser ampla e incluir necessariamente entrevistas diagnósticas com a criança, seus pais e professores, além de observações diretas.

Segundo o DSM-IV (1994), o TDA pode manifestar-se sob três formas distintas: na primeira, observa se o predomínio da desatenção; na segunda, o predomínio da hiperatividade/impulsividade; e na terceira, a combinação dos sintomas de desatenção e hiperatividade/impulsividade. Para que sejam consideradas, os sintomas devem aparecer antes da idade de 7 anos e persistirem por mais de seis meses; além disso, é preciso que haja clareza quanto à existência de prejuízos tanto no funcionamento social quanto no acadêmico e esses prejuízos não podem ser explicados de forma mais adequada por outra síndrome já definida (p.205).

Atenção e aprendizagem:

 A atenção faz parte de nossa atividade diária e possibilita que dentre  os estímulos endógenos e exógenos aos quais os organismos se expõe, sejam relacionados aqueles que realmente sejam importantes para a realização das tarefas na quais o individuo se envolve (p.206)

A atenção é um dos requisitos ou competências básicas da aprendizagem mais importantes, pois é necessária para que um estimulo seja percebido, elaborado e transforme-se em resposta, que deve em seguida ser aliviada.

A falta de atenção e a aprendizagem: A falta de atenção identificada ou não como TDA, é uma das grandes causas das dificuldades de aprendizagem, frequentemente acompanhada por problemas de comportamento, de processamento cognitivo, ansiedade e desordens do humor, com preponderância  dos comportamentos antissociais (p.208).

Outro aspecto que acentua a dificuldade de crianças com TDA é o fato de não corresponderem a contento a um ambiente escolar que por si só é muito exigente.

Crianças com TDA apresentam em seu histórico escolar, com frequência, registros de suspensão, de expulsão, de reprovação e abandono.

A falta de atenção e autoestima:

 A partir dos 7 anos de idade, a criança inicia um processo de valorização do atributos, ela vai desenvolver a sua auto estima, referindo à imagem que tem de si mesma com senso de valor.

A autoestima é determinante da conduta humana e influi para que a pessoa desenvolva todas as suas capacidades, sendo necessário para que ela se sinta segura, querida e protegida e aceita pelo meio em que vive e nos grupos sociais que partilha, já que é um juízo global de autovalia que define o quanto se gosta da pessoa que se percebe ser.

A falta de atenção e as dificuldades de relacionamento:

As relações mantidas com nossos semelhantes são o ponto principal de nossa existência porque dependemos um dos outros para que a sobrevivência individual e do grupo seja garantida (MYERS,2000).

Além de sua importância para a aprendizagem em si, a relação aluno/aluno também possui valor educativo que contribui para a socialização da criança.

As atividades desenvolvidas pelos membros de um grupo geralmente, são prazerosas e produtivas; as diferenças e semelhanças entre os comportamentos são observadas e apreendidas, permitindo que o controle de emoções surja de forma natural e permita que a qualidade dos relacionamentos seja uma meta do grupo.

Crianças com TDA apresentam dificuldades na manutenção de relações positivas com pares ou iguais, costumam ser muito impopulares, são rejeitadas, são alvos de provocações, brigas e agressões.

Essas experiências vivenciadas pela criança são levadas para suas vidas, para os mais diversos contextos em que estiver inserida e será de grande prejuízo para sua vida.

Fonte: ASPECTOS ACADÊMICOS E SOCIAIS DO TRANSTORNO DO DÉFICIT DE ATENÇÃO,

Discalculia

 A dificuldade específica com a matemática não se relaciona com a ausência das habilidades básicas de contagem e, sim, com a capacidade da criança em relacionar essas habilidades com o mundo.

Na discalculia, a dificuldade da criança se encontra nos processos de cálculos iniciais envolvendo estratégias de contagem para a resolução de problemas aritméticos de adição e subtração (GOLDMAN; PELLEGRINO; MERTZ, 1998; e GEARY,1980).

 Segundo o DSM-IV (1995) o transtorno de matemática é uma alteração na capacidade para a realização de operações matemáticas abaixo do esperado para a idade cronológica, nível cognitivo e escolaridade, sem presença de alterações neurológicas ou deficiências sensoriais ou motoras.

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Disgrafia

O transtorno da expressão da escrita raramente é diagnosticado antes do fim da primeira série escolar e sua prevalência é de difícil estabelecimento pelo fato de estar associado a outros transtornos de aprendizagem.

            ROURKE (1995) considerou que a disgrafia pode se manifestar em 3 subtipos.

  1. Disgrafia baseada na linguagem: consiste na dificuldade para construir corretamente a palavra escrita.
  2. Disgrafia de execução motora: referente à capacidade de precisão motora para a escrita, portanto esta disgrafia está relacionada a um problema puramente motor.
  3. Disgrafia visuoespacial: é uma dificuldade para distribuir a escrita no espaço gráfico e a correta separação de palavras

Estudos realizados por outros autores referiram que o quadro de disgrafia funcional é caracterizado por:

  • Dificuldade para escrever
  • Mistura de letras maiúsculas e minúsculas na palavra ou uso de letra de forma cursiva.
  • Traçado de letra ininteligível
  • Traçado de letra incompleto
  • Dificuldade para realizar cópia e falta respeito à margem do caderno.

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Dislexia

O ato de ler envolve inúmeras associações entre símbolos auditivos, símbolos visuais e significativos.

O processo de aquisição da leitura é individual, variável, dependendo da idade, maturação, de experiências culturais, de motivação e integridade do Sistema Nervoso Central (SNC) e Periférico (SNP) e de todo o desenvolvimento global (ZORZI,1996).

As causas para as dificuldades de leitura, e consequentemente de escrita, são diversas e podem ser caracterizadas por déficits visuais e/ou auditivos, dificuldades na fala e linguagem, fatores emocionais, familiares e sociais, atitudes pouco estimulantes de professores, inadequação de programas escolares entre outros. No entanto, as crianças com distúrbios de leitura-escrita geralmente não apresentam nenhuma dessas causas, uma vez que inúmeros pesquisadores concordam que esse distúrbio está relacionado a um nível normal de inteligência, ausência de déficit sensorial e outros comportamentos físicos e/ou emocionais significativos (p.56).

 As principais etiologias da dislexia são:

a)  Fator  relacionado a herança, crianças filhos de pais com problemas de leitura seriam mais propensos.

b) Fator relacionado à lateralização cerebral, teoria, GBO, referindo-se ao fato de um atraso no desenvolvimento hemisférico esquerdo, durante o período embrionário.

c)  Fator relacionado ao comportamento social diferente entre meninos e meninas, propondo que meninas têm comportamentos mais socialmente aceitos que meninos, principalmente na escola.

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Terapia de casal

O objetivo da terapia é ajudar os parceiros a identificar as insatisfações que vem ocorrendo dentro da relação e a determinar quais mudanças serão necessárias para manterem uma satisfação conjugal.

As razões que levam os casais a procurar terapia é o tédio, depressão, dificuldades financeiras, brigas, violência, ciúmes, falta de comunicação, afeto, sexualidade, infidelidade, conflitos com a família, discordâncias sobre a educação dos filhos entre outros.

Todos os casais vivem momentos de crises, mas muitos deles não sabem como lhe dar com a situação e acabam ignorando, fazendo avaliações negativas ou atacando o parceiro. Os problemas vão se acumulando, chega um momento do relacionamento que um não tolera mais a convivência com o outro. Mas toda relação por mais que exista as fragilidades emocionais podem haver melhoras se o casal estiverem dispostos a enfrentar juntos as mudanças. 

O relacionamento começa a mudar quando o casal começa a se conectar novamente, quando percebe o outro, olha o outro,  se coloca no lugar do outro. Quando essa mudança acontece a relação fica mais envolvente e podem voltar a se reinventar. 

“A terapia de casal pode ajudar os dois resgatarem a sintonia e voltar a olhar juntos para a mesma direção”.

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Plantão Psicológico

O Plantão Psicológico é um atendimento breve indicado a pessoas que buscam um atendimento de apoio emergencial sem agendamento prévio. 

O desafio do plantonista é o de acolher, ouvir e acompanhar o paciente no momento que está em crise.

O plantão psicológico pode ser realizado em instituições, clinicas, hospitais, escolas, e é destinado às pessoas que buscam um atendimento de apoio de emergência, em situações de crise.

O paciente vem buscar alivio para o seu sofrimento e o Psicólogo precisa  ser receptivo  estar aberto para acolher o novo, o diferente é preciso ouvir o paciente e  verificar qual a necessidade do paciente no momento e fazer o encaminhamento preciso.
O paciente pode retornar aos plantões quantas vezes precisar, por isso é preciso sempre  deixar em aberto os plantões. 

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